sexta-feira, 10 de abril de 2009

Colégio Universitário - COLUN
São Luís, 11 de abril de 2009
Jéssica Souza Lima
Produção textual apresentada a professora: Ludmila

Ubirajara

José de Alencar viveu de 1794 a 1860, político e escritor, nasceu no Ceará passando grande parte de sua infância neste Estado. Aos nove anos foi para a Bahia, resultando desta viagem, o reconhecimento de várias marcas e impressões naturais desta região, enriquecendo com muitos traços desta experiência, os livros “O guarani” e “Iracema”.
Aos 46 anos estudou no Rio de Janeiro onde se destacou positivamente no estudo das humanidades. Dez anos depois foi para São Paulo onde estudou Direito. Como escritor, possui obras como: “cinco minutos”, “a viuvinha”, “Ubirajara”, “As asas de um anjo”, dentre outras, compõe o grande conjunto de obras deste autor. Como político seguiu os passos de seu pai que era do partido conservador. Foi deputado em quatro legislaturas e ministro da justiça.
A obra de José de Alencar, “Ubirajara”, figura entre as ficções românticas brasileiras. Ao lado das obras, “Iracema” e “O guarani”, constituem o conjunto de historias que tornam José de Alencar um dos melhores prosadores da corrente indianista.
A obra Ubirajara é dividida em nove títulos, que são os seguintes; o caçador, o guerreiro, a noiva, a hospitalidade, servo do amor, combate nupcial, a guerra, a batalha e a união dos arcos. Todos esses títulos, narram a historia do jovem caçador, dotado de força e bravura, de nome Jaguaré da nação Araguaia.
O Jaguaré é um jovem caçador que sonha em um dia ser guerreiro. Em caminhada pela floresta, ele almeja encontra um inimigo digno de lhe propiciar um combate que ao vencê-lo, seje reconhecido por toda sua nação, como guerreiro.
Em busca do seu sonho, ele encontra na floresta um grande guerreiro, o Pojucã, da nação tocantim. E nesse intervalo de tempo, ele conhece Araci, uma bela e formosa índia da nação tocantim por quem se apaixona chegando a esquecer seu amor antigo, a índia Jandira. Ao enfrentar o índio Pojucã e vence-lo, o Jaguaré muda o seu nome para Ubirajara, tornando-se chefe dos chefes dos guerreiros da nação Araguaia.

A Jandira, o antigo amor de Ubirajara, prepara-se para recepcionar seu futuro esposo, o Ubirajara. Mas ele desiste de casar-se com Jandira, pois não tirava a índia Araci da cabeça. Devido a esse fato, Ubirajara dispõe a Araci para ser noiva de túmulo do Pojucã que iria morrer como herói, por não aceitar a derrota. Esta é uma das tradições indígenas que permeiam a obra de José de Alencar no livro.
Ubirajara vai em busca de Araci na Nação Tocantim, onde é recebido muito bem pelo chefe Itaque, que é o pai de Araci. Esta hospitalidade consiste em traços comuns a várias nações indígenas.
Ubirajara que modificou o nome para Jurandir, enquanto permaneceu na Nação Tocantim revelou o interesse de ser esposo de Araci, a mais bela virgem da Nação Tocantim. E para isso, teve que se transformar em servo, passando a agradar o chefe Itaque, a sua esposa, e a índia Araci. Jurandir concorria ao posto de esposo juntamente com outros guerreiros interessados. Sendo um habilidoso caçador, Jurandir destacou-se entre os demais, ganhando alguns pontos com o pai de Araci.
Logo após ocorre o combate nupcial. Este combate consiste, no processo que os candidatos a esposo de Araci, demonstram quem é o mais capaz de proteger a noiva de todo o mal. E mais uma vez Jurandir obtém êxito, vencendo o combate. Mas o vencedor por ser estrangeiro, tem a obrigação de revelar a sua identidade e origem. Quando revela, todos descobrem que o guerreiro que ele venceu era o filho de Itaque. Com isso Itaque enfurecido desafia o Ubirajara para guerrear.
Ubirajara retorna a sua Nação Araguaia para reunir os guerreiros para a batalha. Ele libera Pojucã da prisão, em retribuição a hospitalidade dada por seu pai. Nos preparativos para a guerra, a nação dos Tapuias quer vingar-se da nação Tocantim, pois Pojucã destruiu a nação Tapuias.
Ubirajara deixa a nação dos tapuias para guerrear com a nação dos Tocantins, por respeitar o sentimento de vingança que motivou essa batalha. No fim dessa batalha, Ubirajara não percebe nenhum vencedor, pois as duas nações não possuíam força suficiente para enfrentar os guerreiros Araguaios.
Apois este fato, Ubirajara é reconhecido como o esposo de Araci. O Ubirajara se torna o chefe dos chefes das florestas, sendo o maior guerreiro da nação Tocantim e Araguaia, que futuramente transformou-se na nação Ubirajara.

Trabalho de Literatura

Características do Romantismo em
“ESPUMAS FLUTUANTES”

“Espumas Flutuantes” foi o único livro de Castro Alves lançado em vida.Este livro reúne boa parte das produções líricas do autor, contendo poesias épico-sociais e de amor, entre outras.Este livro de Castro Alves se diferencia das demais obras românticas, porque algumas de suas poesias têm um tom mais real e concreto, pois o amor em evidência não é inatingível, a amada é real.

O livro Espumas Flutuantes foi publicado em 1870, na Bahia.
As características do Romantismo notáveis nesta obra são basicamente: subjetividade, sentimentalismo, natureza interagindo com o eu-lírico, e pouca idealização do amor, da mulher.Nesta obra a mulher é retratada de forma mais realista, mais sensual.

Castro Alves, poeta da 3º geração do Romantismo, nesta obra literária reúne poesias lírico-amorosas em caráter platônico como na poesia “O gondoleiro do amor” da página 37 1º estrofe:
“Teus olhos são negros, negros,
Como as noites sem luar...
São ardentes, são profundos,
Como o negrume do mar; ”

Apresenta também poesias de amor erótico, sensual, como na poesia “Adormecida” da página 64,1ºestrofe:
“Uma noite eu me lembro... Ela dormia
Numa rede encostada molemente...
Quase aberto o roupão... solto o cabelo
E o pé descalço do tapete rente.”

Poesia social, no poema “O Livro e a América”, página 16,1ºestrofe:
“Vai Colombo, abre a cortina
Da minha eterna oficina...
Tira a América de lá”

As poesias de Castro Alves não seguem uma regra quanto ao número de sílabas poéticas, elas são utilizadas conforme a necessidade do escritor. As estrofes também não seguem uma regra quanto ao seu número, são formadas a partir da necessidade de conduzir a poesia a um final onde há uma grande exposição dos sentimentos do escritor.
Portanto “Espumas Flutuantes” é uma obra literária que reúne em suas 144 páginas, 53 poesias de um escritor romântico, que se destacou no Romantismo Brasileiro, por suas obras que possuem grande expressividade, além de uma notável estética estes poemas revelam um poeta, que apesar de muito jovem, tem pensamentos amadurecidos e é consciente de sua capacidade poética.



Aluna: THAYSSA FERREIRA SOARES
Turma: 2º F
Colégio Universitário COLUN- UFMA
São Luís; 09 de Abril de 2009
Aluna: Adrielle de Jesus Ferreira Chagas, nº 02 2ºF
Disciplina: Literatura Prof°: Ludimila

Características do romantismo em Iracema:

Nacionalismo: Pois fala da terra selvagem, a floresta virgem, ou quase virgem, onde o homem reverte a sua condição de inocência. E o objetivo de Alencar foi criar uma raça heróica que representasse as origens brasileiras.
Comportamento baseado, sobretudo, na emoção, e na supervalorização do amor: Pois trata de um modo de sentir a realidade.
Valorização da cultura popular: esse amor proibido tem como pano de fundo a cultura indígena.
Natureza mais real que interage com o eu lírico: pois a descrição de Iracema se faz através de comparações com elementos da natureza.

Iracema
A virgem tabajara Iracema dos lábios de mel, que tinha cabelos mais negros que a asa da graúna e mais longos que as folhas da palmeira, em um belo dia, avistou um guerreiro no qual lançou uma flecha que feriu o rosto do guerreiro por quem ela se apaixonou.
O estrangeiro seguiu a jovem através da floresta, chegando em sua tribo Iracema apontou para o estrangeiro e disse para o pai dela que o estrangeiro tinha chegado, ou seja, seu hospede havia chegado. Eles entraram para dentro da cabana, o guerreiro foi muito bem recebido. O nome do estrangeiro era Martim. Depois disto o guerreiro foi informado que ficariam com ele as mais belas mulheres da tribo para servi-lo, mas somente Iracema não iria ficar o guerreiro atravessou a cabana e sumiu na treva, quando estava indo embora surgiu um vulto ou seja surgiu Iracema. Ela seguiu o guerreiro, sem ruído como a brisa. Iracema perguntou por que o guerreiro estava indo embora? Será que alguém fez mal ao guerreiro. Ele falou que ninguém fez mal a ele e falou que queria rever os seus amigos e iria lembrança de Iracema.
Iracema estava apaixonada pelo colonizador português mesmo entre guerras e conflitos, ciúmes e disputas pelo poder.
O guerreiro cada vez mais encantava Iracema, ele falou a ela que a presença dela o alegrava.
Ele falou pra ele mesmo que uma noiva o esperava? Mas ela não era mais doce que Iracema.
Martim e Iracema atravessaram a mata e desceram ao vale. Entraram no bosque da jurema, Iracema curvou-se para ouvir, mas não sentiu nenhum ruído suspeito. Fez um gesto a Martim e pediu-lhe silêncio, deu um licor a ele. Ele bebeu, abraçou a jovem sem sentir, sem consequência, como num sonho.
Iracema reclinou-se no peito do estrangeiro, os lábios de ambos roçaram-se suavemente. Iracema sabia dos perigos que seu amor ia trazer ao jovem estrangeiro.
Iracema falou para o guerreiro pra ele ir com ela e Martim, o guerreiro, não se moveu. Iracema falou pra ele que se ele não viesse, ela ia morrer com ele, então Martim ergueu-se, caminhou em direção a Irapuã e começou a lutar, pois a nação Tabajara tinha inimigos.
Depois dessa luta, Martim respirava o ar puro da noite para amenizar sua cólera e Iracema chorava em silêncio.
Um dia Martim sentiu dentro de sua alma a tristeza de sua esposa. Olhou ao redor e não a viu. Foi a sua procura e encontrou-a junto ao mar, sentada na relva, com o semblante triste e amargurado, e perguntou o que a deixava triste. Iracema perdeu sua felicidade depois que te separaste dela e ele falou que ele era o esposo dela. Iracema estava grávida e sentindo que seu filho ia nascer. Procurou a margem do rio e seu filho nasceu. Martim, o pai tinha partido para uma batalha, depois de muito tempo, Martim voltou da batalha e viu seu filho, Iracema ergueu-se no seu último suspiro e Martim lhe deu carinho, mas Iracema já estava morta.


A virgem tabajara Iracema apaixonou-se por Martim, um colonizador português. Entre guerras e conflitos, ciúmes e disputas de poder, a história desse amor proibido tem como pano de fundo a cultura indígena com seus deuses e mitos, a miscigenação do branco com o índio e o surgimento de um novo país numa terra fértil e exuberante.

ESPUMAS FLUTUANTES

COLÉGIO UNIVERSITÁRIO
SÃO LUIS, 10 DE ABRIL DE 2009.
RUY RIBAMAR ALVES NETO 2°F, N°27.
TRABALHO DE PORTUGUÊS
PROFESSORA: LUDMILA.
Espumas flutuantes, de Castro Alves, foi à primeira obra dele publicada, morreu muito cedo, os grandes nomes da literatura brasileira, com uma doença que ainda não tinha cura, naquela época, que hoje é conhecida e denominada de Tuberculose. Suas obras demonstravam fortes traços da personalidade do autor, como a exaltação da natureza brasileira e a dedicação às causas humanas e sociais.
Merece destaque à figura da mulher, não idealizado, mas envolvida por uma atmosfera de erotismo e sensualidade. Faz bastante usos de figuras de linguagem, como a “antítese” e “hipérbole”.
No aspecto das palavras, nos podemos destacar que o autor do livro faz muito o uso de Rondodilhas, tanto maiores, quanto menores, uma das características bem predominante nos poemas românticos.Vale lembrar que cada poema que contem naquele livro é feito em lugares distinto e anos diferentes.
Castro Alves gostava muito de escrever poemas falando sobre suas próprias opiniões, o poema “QUEM DÁ AOS POBRES, EMPRESTA A DEUS”, ele descreve sobre sua religiosidade, solidariedade que existia no coração dele, uma pessoa boa, amável, sem qualquer tipo de ignorância, arrogância, entre outros.
Na sua obra, Castro Alves, expressa muito o sentimentalismo, com linguagens simples, mas coloquial, mais próxima da realidade do nosso país, como nos podemos destacar as palavras, amor e dor. Castro Alves era casado com uma portuguesa, valorizava muito o amor, o amor era muito, mas valorizado do que o principal desejo da burguesia, o dinheiro.
Na época que o Romantismo surgiu na Alemanha e Inglaterra, o mundo estava em conflitos e isso foi um prato cheio para os autores começarem a criar livros que demonstrassem a realidade.

Convivendo essa realidade, foi gerada uma sensação de angustia, melancolia, insastifação e tédio, que os levavas a buscar saídas, refúgios para o seu mal.
Varias características acima citados foi proposto para o livro Espumas Flutuantes, tendo uma diversificação entre a felicidade, amor, dor e ódio.
No livro, a morte é bastante abrangida, pois ele é um refugio, para tudo que estava acontecendo de mal naquela época. O amor um sentimento lindo, que quando estávamos se sentindo mal, o amor fazia tudo transpirar alegria, envolvendo uma sensação de bem estar.
O livro é bastante romântico, Castro Alves tratou dele com bastante clareza, sempre contendo poesias de caráter social e não existencial, tudo realizado conforme a razão, tendo um amor muito grande pelo seu país.



Fim








As duas flores
São duas flores unidas,
São duas rosas nascidas,
Talvez no mesmo arrebol,
Vivendo no mesmo galho,
Da mesma gota de orvalho,
Do mesmo raio de sol.

E minha alma estremece de alegria, como ao beijo da noite geme a lira.

Tu paraste na tenda, ó peregrino!
Eu vou seguindo do deserto a trilha;
Pois bem...Que a lira do poeta errante
Seja a benção do lar e da família.







Amor de perdição

Colégio Universitário- COLUN/UFMA
São Luís, 10 de abril de 2009.
Aluna: Liziane Gama Andrade; nº 20 ; Turma: 2ºf
Trabalho de Língua Portuguesa

Amor de perdição
O livro amor de perdição é o título de uma novela portuguesa de Camilo Castelo Branco. Um dos expoentes do romantismo em Portugal.
O Narrador apresenta-se em terceira pessoa, como podemos ver no final do livro, como o filho de Manoel Botelho, irmão de Simão. Possui aspectos autobiográfico.
Amor de Perdição faz parte de uma corrente literária chamada Romantismo(que nasceu como uma arte fundamentalmente voltada para a expressão do indivíduo e que estabelece como valor não mais o sangue ou a tradição, mas sim as realizações individuais), em que o amor pode levar até a última consequência como a própria morte.
Podemos encontrar características do Romantismo, como por exemplo o Nacionalismo, quando o autor relata que Simão volta para sua cidade natal Viseu:"No entanto Simão recolhe a viseu com seus exames feitos e aprovados".
Outra característica do Romantismo é a valorização do heroísmo, quando João da Cruz oferece-se para ajudar Simão a fugir, mas ele não aceita, pois é o típico herói romântico: "Fuja, que a égua está ao cabo da rua - disse o ferrador ao seu hóspede.Não fujo...salve-se depressa -respondeu Simão. Fuja, que se ajunta o povo e não tardam a ir os soldados. Já disse que não fujo - replicou Simão".
Estado de alma triste e melancólico podemos notar quando Simão depois que lê a carta que sua mãe mandara, chora:" Simão Botelho, refletiu alguns minutos[...]. Quando saiu [...], tinha os olhos marejados de lágrimas".
A diferenciação entre o indivíduo e a sociedade em que vive é outra característica do Romantismo, percebe-se isso bem no início da história, onde conta que Simão e Teresa pertencem a famílias distintas, que se odeiam, mas mesmo Teresa contra a vontade de seu pai não aceita casar-se com seu primo Baltazar:"[...] Não devo ser esposa do amigo a quem não posso amar."
Pode se ver também a fuga do presente para um passado idealizado ou um futuro utópico, quando Simão escreve uma carta para Teresa dizendo: "[...] Dize-me a noite a hora que devo esperar-te para fugirmos".
Concluo então o conjunto de características do Romantismo em Amor de Perdição, idéias fixas, a conduzir para desenlaces trágicos ou dramáticos, através de atos extremistas baseados na paixão desenvolvida ao grau mais elevado .

Amor de perdição

O livro amor de perdição é o título de uma novela portuguesa de Camilo Castelo Branco. Um dos expoentes do romantismo em Portugal.
O Narrador apresenta-se em terceira pessoa, como podemos ver no final do livro, como o filho de Manoel Botelho, irmão de Simão. Possui aspectos autobiográfico.
Amor de Perdição faz parte de uma corrente literária chamada Romantismo(que nasceu como uma arte fundamentalmente voltada para a expressão do indivíduo e que estabelece como valor não mais o sangue ou a tradição, mas sim as realizações individuais), em que o amor pode levar até a última consequência como a própria morte.
Podemos encontrar características do Romantismo, como por exemplo o Nacionalismo, quando o autor relata que Simão volta para sua cidade natal Viseu:"No entanto Simão recolhe a viseu com seus exames feitos e aprovados".
Outra característica do Romantismo é a valorização do heroísmo, quando João da Cruz oferece-se para ajudar Simão a fugir, mas ele não aceita, pois é o típico herói romântico: "Fuja, que a égua está ao cabo da rua - disse o ferrador ao seu hóspede.Não fujo...salve-se depressa -respondeu Simão. Fuja, que se ajunta o povo e não tardam a ir os soldados. Já disse que não fujo - replicou Simão".
Estado de alma triste e melancólico podemos notar quando Simão depois que lê a carta que sua mãe mandara, chora:" Simão Botelho, refletiu alguns minutos[...]. Quando saiu [...], tinha os olhos marejados de lágrimas".
A diferenciação entre o indivíduo e a sociedade em que vive é outra característica do Romantismo, percebe-se isso bem no início da história, onde conta que Simão e Teresa pertencem a famílias distintas, que se odeiam, mas mesmo Teresa contra a vontade de seu pai não aceita casar-se com seu primo Baltazar:"[...] Não devo ser esposa do amigo a quem não posso amar."
Pode se ver também a fuga do presente para um passado idealizado ou um futuro utópico, quando Simão escreve uma carta para Teresa dizendo: "[...] Dize-me a noite a hora que devo esperar-te para fugirmos".
Concluo então o conjunto de características do Romantismo em Amor de Perdição, idéias fixas, a conduzir para desenlaces trágicos ou dramáticos, através de atos extremistas baseados na paixão desenvolvida ao grau mais elevado .

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Colégio Universitário - UFMA
Data:09.04.09
José Diogo Tavares Pedrosa nº17
Profª Ludmila
Trabalho de Língua Portuguesa
"Amor de Salvação"
O Romantismo de um modo geral é a expressão cultural de uma época de tranformações e rupturas e, por essa razão, nele existem tendências ou aspectos variados e contraditórios. Nessa escola literária podemos observar traços típicos do gosto e da sensibilidade moderna, tais como a espontaneidade e a naturalidade dos sentimentos, o interesse pelo mindo abstrato, a valorização do eu, etc.São tais características que vamos mencionar e/ou relacionar na obra romântica ´´Amor de Salvação`` de Camilo Castelo Branco.Essa obra agrega quase topdas as características do Romantismo, inclusive desde o início da obra quando o autor se vale de grande porção de SENTIMENTALISMO e diz:"Peço licença para increver o seu nome na primeira página deste livro. Esta fica sendo para mima mais prestante da obra. As outras são futilidades;porque lágrimas e alegrias de romance é tudo fútil".Essa afirmação logo de cara impressiona o leitor, do qual se interessa instantaneimente em saber quais outros devaneios o autor se presta no decorrer da obra.
O SENTIMENTALISMO é a característica mais elencada em toda obra romântica. É a relação entre o artista romãntico e o mundo e, por sua vez, sempre é mediada pela emoção. Qualque que seja o tema abordado, como neste caso o amoroso, o tratamento literário revela imenso envolvimento emocional do artista. Na obra em questão são mais acentuados os sentimentos de saudade, tristeza, e de silusão.
Logo a princípio o autor começa fazendo relatos de amores que pra muitos são ruins, mas que trazem grandes e inesquecíveis lições de vida, mostrando a eles novos caminhos a percorrer e lhes dando maturidade o suficiente para vencer os obstáculos da vida. Isso é o que acontece em muitas passagens da obra, citamos como exemplo quando o autor-personagem relembra dos dissabores de um velho amigo, Afonso de Teive, vejamos:"Afonso era um poeta num gênero galhofeiro, quando queira; e dedilhava o alaúde dasdas elegias, se lhe dava para lastimar-se , ou carpir saudades imaginárias de mulheres, suas amadas, fugidas deste lamacento globo para os plainos balsâmicos do céu. É o que me parecia a mim. Tinha dias de escrever jaculatórias em verso que dariam fama a um eremita da Tebaida. noutros dias, satirizava a religião, os dogmas, e a própria divindade com os apodos e a dialética de um desbragado discípulo de Voltaire. E o mais para assombro é que ele parecia sentir no coraçãoo ascetismo de hoje, e a impiedade de amanhã:agora, iria após o pálio da extrema-unçãomurmurando as preces do povo, que não se ppeja de orar em público e alta voz; e logo bem poderia suceder que, encontando o mesmo préstito, não levasse a não à fronte para tirar o gorro. A um homem assim dotado de tão contraditórios espíritos, fácil seria agourar-lhe gradíssimos dissabores no trajeto da existência, para os semelhantes daquele funesto modelo, as estradas comuns da humanidade não conduzem a paragem nenhuma certa; nem o coração nem o espérito aceitam leis imutáveis; a moral é um fato, cujas condições deve e pode infringir aquele aquem elas não aproveitam; em suma Afonso de Teive a prever um desgraçado a menos que em sua índole não sobreviesse uma das raras revoluções que inopinadamente tranfiguram o homem moral, se não é o abalço da mesma desgraça que opera esses prodigiosos reviramentos". Nesse mesmo trecho o autor trata dos acontacimentos da vida de Afonso de Teive de uma forma muito pessoal, de acordo com o que ele vê e sente o mundo e ate do que descorda dele, essa forma de lidar com os acontecimentos através de uma visão particular é denominada de SUBJETIVISNO.
O SUBJETIVISMO vindo acompanhado de sua extrema valorização acaba levando, por muitas vezes, a deformação (total distorção da realidade), isso caracteriza o que chamamos de IDEALIZAÇÃO. è o que acontece no trecho a seguir:"A verdade que eu, no fim do ano seguinte , encontrei Afonso de Teive em Lisboa, cavalgando um donairoso alazão ao lado de uma amazona, cujo murzelo fazia admiráveis gentilezas de picaria. Deu-se este encontro no Campo Grande, numa tarde de corridas equestres. Alguém cuidava que a soberba cavaleira,de uma formosura invejável na Cricássia devia de ser a esposa raptada de um grão-vizir, porém melhor informadas do Minho, dos arrabaldes de Braga, onde os reais sensualistas do Islão mandariam sobornar as suas sultanas, se soubessem que nestas regiões as mulheres, que por acaso, saem feias da natureza, aprendem ser belas e puras com as flores. Eleve-se este orientalismo aquem está tratando de coisas asiáticas, como a cars de Afonso de Teive eo garbo peregrino de Palmira".
O autor desvia totalmente Palmira da realidade, pois ela era prostituta, e em outra passagem da obra, ele se contradiz afirmando:"Foi-me preciso escutar os boatos correntes à conta da mulher que Afonso de teive me não apresentou. Observei que ninguém a julgava honestamente, e assim mesmo ninguém dava um epíteto indecoroso. A civilização beneficia assim as mulheres que não podem adjetivar-se publicamente virtuosas, nem mesmo quando visitam com a esmola a mansarda do doente desvalido. Nesta especialidade, o lornalismo comporta-se louvavelmente. Quando um localistaapregoa o donativo de alguns lençóis que opulenta matrona, por variar prazeres de alma, já cansada de sucessivos e trasitórios gozos de outra espécie; mandou a um azilo de lázaros, e diz que a humanidade abençoa a virtuosa senhora, não nos havemos a entalar com este decreto de virtude: a humanidade manda que o engulamos. O localista tem razão: é bom que a palavra virtude sirva de piedoso visco à liberdade de pessoas, que desejam alguma vez, ao lerem-se virtuosas, experimentama satisfação de se verem ir à posteridade na seção do noticiário".
Outra característica é a RELIGIOSIDADE. Esta é sempre baseada no Criatianismo, que significa uma nítida reação ao racionalismo e ao materialismo do século anterior. Avida espiritual é enfocada como pomto de apoio e de escapedas frustrações do mundo real. As vezes, a religiosidade assume uma função panteísta, ou seja, acredita-se de que Deus se manifesta em toda vida existente na natureza. Vejamos um dos trechos da obra em que abrange essa característicaue é quando Afonso de Teive não consegue ter sua nova amada, Teodora, nos braços, pois ela foi aprisionadanum convento, e decepcionado com a tentativa infrutífera de tentar tirá-la de lá, muda de cidade, mas com apromessa de que Teodora num prazo de um ano seria sua esposa, observemos:"Os parentes embicaram, resmoneando que os morgados da Fervença o era so de nome, sem vínculo nem foro em ascedente conhecido. Contra essas razões se insurgiu Afonso em termos que feririam a ilustração democrática de um botequineiro antes de ser cavaleiro de Crsto. Afidalga, mais ufana de proceder do tronco dos primeiros cristãos, iguais entre si e iguais ante Deus, que vaidosa de aparentar-se com os Pinheiros de Barcelos, e os Correias e Lacerdas da Honra De Farelães, votou com seu filho, dizendo: ´´que na casa de Ruivães sobejava a fidalguia e faltava a felicidade".
Tambem podemos citar como outra caracteristica bem peculiar a toda obra romantica, a LINGUAGEM REBUSCADA,esta nao interfere a sua compreensao total pois vem acompanhada de outras bem conhecidas,bastando assim relaciona-las ao contexto e entender do que se trata, como no caso a seguir que e quando teodora morre, e o autor-personagem faz um lamento, assim "Esta ultima palavra tolhe-me a continuar a descrever Teodora. Esmoreceram-me os espiritos. cai da minha fantasia na lagoa fetida da verdade. Achei-me como as margens de uma sepultura regelida do gear de uma noite de dezembro. Parou-me o sangue no pulso, inteiri;aram-se-me os dedos, e a pena desprendeu-se. Assombra o nordeste pelas arestas dos jazidos, e remexe e sacode de sobre esta pedra umas coroas umidas de orvalho, cristalizado em lagrimas... sao coroas de perpetuas sagradas a formosura, que se julgou imorredoura, a sua sexta hora de seu breve dia. La vao as coroas no bulcao do vento, la vao esgalhadas as frondes do chorao e do cipreste; la vai tudo; a memoria dos vivos la se foge tambem desta sepultura; tudo foi; so tu ficaste, oh Cruz. Como podemos perceber pelo contexto que se trata de uma morte, apesar da linguagem rebuscada.
Como podemos observar que a bonita obra romanticade Camilo castelo Branco foi a obra que enumera os amores nao correspondidos, amores de desilusao, mas que atraves deles podemos aprender muito, foi facil concluir que o Romantismo, com base neste livro, e uma tecnica que nos permite valorizar os nossos proprios sentimentos e os dos outros, em nos preocupar com o mundo material que nos cerca, que deles somos mais decepcionados e nao aprendemos quase nada sobre qual e o nosso verdadeiro sentido da vida.
Professora peco desculpas pelos dois ultimos paragrafos nao haver a acentuacao grafica adequada, pois deu um problema no computador daqui, mas peco que considere ao menos o restante do trabelho e releve os erros do final e ate nesta observacao como a senhora pode perceber.Obrigado.
Professora pe: